Mistérios

Na pesquisa documental, por vezes nos deparamos com coincidências e mistérios. Os dois casos abaixo ilustram essas situações. O primeiro caso foi encontrado no mais antigo registro paroquial em minha árvore de costados até este momento. Trata-se do assento de casamento de Manoel e Maria Nunes, meus antepassados de nona geração. A curiosidade está na coincidência dos nomes de suas mães, ambas já falecidas na data do casamento.

Horizontal

Na pesquisa para criação da árvores de costados, aquela que relaciona os antepassados diretos (avós, bisavós, trisavós, tetravós etc), o tempo é totalmente dedicado à busca dos assentos de batismo, casamento e óbito dessas pessoas. Dessa forma, procurar o assento de batismo do irmão de nosso bisavô, o que equivaleria a uma busca horizontal, pode não parecer uma estratégia interessante, pois apenas consumiria mais tempo.

Assentos

Assento é o nome que a igreja dava aos documentos que registravam os principais eventos da vida nos séculos passados, antes que os registros passassem a ser obrigatoriamente feitos em cartórios, o que em Portugal ocorreu a partir de 1911. Os três assentos principais eram o de batismo, o de casamento e o de óbito, e as paróquias costumavam manter livros separados para cada tipo de registro – ou registo, como se diz em Portugal -, embora houvesse livros mistos.

Cartas

O jornalista Luís Ernesto Lacombe lançou, em 2016, a obra Cartas de Elise – uma história brasileira sobre o nazismo. Na obra, Lacombe conta como, após a morte de sua avó Lisette, brasileira, descobriu no apartamento dela a correspondência mantida por anos entre ela e sua sogra Elise, que era alemã. O pano de fundo da história é o crescimento do nazismo. Hitler tornava cada vez mais difícil a vida de judeus como Elise, que não podiam mais exercer suas profissões e tinham grande dificuldade até mesmo para vender suas posses e sair da Alemanha. Vou parar por aqui para não…