Póstuma

Queridos netos, Vocês não me conheceram, pois eu já havia partido quando vocês nasceram. Nasci muito antes de vocês, no século XIX, em 9 de junho de 1868. O local, a vila de Barcos, no concelho de Tabuaço, em Viseu, Portugal. Meus pais, Manuel de Araújo Motta e Luísa de Macedo Pinto, se casaram em 1853, quando ele já contava 28 […]

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Relato

Não sou historiador, porém a pesquisa genealógica me obriga a estudar não apenas a respeito dos períodos históricos em que viveram meus antepassados como também a respeito do fazer histórico propriamente dito – a coleta das fontes documentais, sua análise e o registro dos resultados – e da historiografia, o estudo da evolução dessa ciência. Na seção Livros apresento as […]

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Centenária

É crença comum que vivemos mais hoje porque temos à nossa disposição as maravilhas da ciência moderna. De fato, nossa vida hoje é mais confortável e estamos ainda menos sujeitos a doenças que nos séculos passados dizimavam populações. Mas nossa maior longevidade pode ser relativizada quando fazemos pesquisas por registros de nossos antepassados.

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Dispersos

A família Rebosa, de minha avó paterna, é oriunda da freguesia de São Mamede de Ribatua, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real. A localidade foi vila e sede de concelho entre 1162 e o início do século XIX. Contava em 1864 com pouco mais de 1500 habitantes. Em 2011, entretanto, lá havia apenas pouco mais de 700 almas. […]

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Cunhada

Levirato ou levirado – de levir, cunhado em latim – é o nome que se dá ao casamento celebrado entre um homem e a viúva de um de seus irmãos que não deixou descendente do sexo masculino. Trata-se de um costume citado já no Velho Testamento e consta que ainda seja praticado em algumas comunidades da Ásia.

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Pai

Na língua portuguesa, as palavras padre e pai têm significados distintos. Sua raiz etimológica, no entanto, é comum: o acusativo latino de pater – patrem -, que significava pai. Mas o que dizer quando o padre e o pai são a mesma pessoa, como no caso de Luís de Amaral, meu antepassado de seis gerações?

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Mortalidade

Maria Antonia Lopes afirma que, “entre 1860 e 1890 a mortalidade portuguesa rondava, em anos normais, os 21% a 25%, ultrapassando os 30% em anos de crise”. E afirma ainda que a mortalidade infantil nos primeiros doze meses de vida era elevadíssima. Podemos imaginar que esses valores fossem mais elevados em décadas anteriores.

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Saúde

Imaginar as condições de vida em uma freguesia do norte de Portugal no início do século XX sem dispor de muitos dados objetivos é um exercício altamente especulativo. Disponho-me, entretanto, a fazê-lo com base nas informações esparsas encontradas, inclusive algumas relativas a meus antepassados.

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