Guerra

A pesquisa genealógica costuma ser concentrada na busca de antepassados remotos, que viveram para além do século passado. Mas existem ferramentas que ajudam na busca por antepassados diretos e parentes que viveram no século passado e que podem ter participado de eventos que marcaram esse século, como as grandes guerras.

A Primeira Guerra ocorreu entre 28 de julho de 1914 e 11 de novembro de 1918 e teve seu epicentro no território europeu. Em vista da política imperialista, no entanto, houve rebatimentos por quase todo o planeta, principalmente na África e na Ásia.

A participação portuguesa ocorreu em dois grandes teatros de operações: no primeiro, em defesa das colônias africanas ameaçadas pela Alemanha; no segundo, no continente europeu, em frentes nos países baixos e na França. Mais de cem mil homens foram mobilizados e quase oito mil morreram além dos milhares feridos. Em vista do quantitativo de homens mobilizados, é possível que muitos descendentes de portugueses tenham parentes diretos ou indiretos que faleceram na guerra.

Embarque de tropas portuguesas para Angola – Wikipédia

Para descobrir esse fato, uma ferramenta útil é o Memorial aos Mortos na Grande Guerra, banco de dados oferecido pelo Arquivo Histórico Militar de Portugal. A busca mais simples nesse banco de dados pode ser feita pelo nome ou pela naturalidade do militar e sugiro que, na dúvida sobre qual familiar foi enviado aos campos de batalha, se busque inicialmente apenas pelo sobrenome/apelido.

É importante saber que a ferramente é indiferente ao uso de sinais de acentuação (p.ex. António, Antônio ou Antonio), cedilha (p.ex. Lourenço ou Lourenco) e letras maiúsculas (p.ex. Pedro ou pedro), porém exige o uso da grafia moderna (p.ex. Manuel e não Manoel).

A busca apresenta uma listagem de nomes relacionados às palavras pesquisadas. Ao clicar sobre um nome, obtêm-se informações tais como nome completo, naturalidade, posto, número de identificação, unidade militar, ramo das forças armadas, teatro de operações, causa e data da morte e local da sepultura.


José Araújo é linguista e genealogista amador.