Cotidiano

Ainda que traga gratas surpresas eventuais, a busca genealógica pode parecer uma incessante e monótona coleção de assentos paroquiais e certidões que informam quem nasceu, casou-se ou morreu quando e onde ou de testamentos que informam quantas missas deveriam ser rezadas ou bens legados pelo falecido aos seus familiares. Sorte têm aqueles que encontram fotografias, cartas e diários que emprestam alguma cor pitoresca às narrativas das vidas de seus antepassados.

Ausente

Participo de várias comunidades dedicadas à genealogia no Facebook. Embora algumas sejam mais úteis e ativas que outras, considero a participação nessas comunidades uma excelente forma de aprendizagem para o genealogista amador, pois nelas costumam ser publicadas dúvidas e pedidos de ajuda que, ainda que não tenham a ver com nossas pesquisas pessoais, oferecem lições preciosas sobre como e onde fazer buscas com mais chances de sucesso.

Caos

Em texto anterior, abordei a importância dos relatos, histórias ou causos de família para a pesquisa genealógica. Essa importância se revelou há alguns meses quando, em conversa com uma prima de terceiro grau, ela informou que sua mãe era assinante de um jornal local – o Correio da Lavoura, fundado em 1917 – cujos proprietários (os Belém de Azeredo na geração atual) fariam parte de nossa família (os Pereira Belém). Algum tempo depois de ouvir esse relato, iniciei a busca pela possível relação entre as famílias, o que envolveu uma pesquisa em trabalhos acadêmicos, em registros cartoriais e em edições do jornal.

Nobres

Uma tentação para os genealogistas amadores que começam a ganhar prática na busca e transcrição de assentos paroquiais é a de encontrar um nobre em sua linha familiar nos séculos passados. Essa tentação pode ser alimentada pela descoberta de um antepassado cujo apelido ou sobrenome seja identificado com uma linhagem nobre bastante conhecida. No processo de elaborar o ramo paterno de minha árvore familiar me deparei com dois casos desses.

Religiosidade

A pesquisa genealógica muitas vezes nos apresenta fatos surpreendentes, fatos que vêm para desfazer uma imagem que tínhamos sobre nossos antepassados. Meu caso pessoal é um bom exemplo disso. Até que a pesquisa genealógica demonstrasse que a realidade era bem diferente, sempre tivera a certeza de que minha família portuguesa era muito religiosa, afinal sempre vi minhas tias e primos paternos frequentando missas e participando de eventos da Igreja.

Querela

Até que a evolução da Medicina e das condições sanitárias trouxesse uma progressiva queda nos índices de mortalidade infantil, era comum que as famílias perdessem vários de seus filhos na infância, adolescência e até já entrando na idade adulta. É uma dor difícil de mensurar, mas o que devem ter sentido os pais de Anna Maria, tia-avó de minha bisavó paterna, diante da situação que viveram após seu óbito?