Libertas

Em texto anterior, discuti o resultado de um teste genético que comprovaria um fato desconhecido em minha família materna: minha avó materna, que para todos os efeitos era branca, na verdade tivera uma avó ou bisavó escrava. Outro fato igualmente surpreendente foi a descoberta de que também meu bisavô, pai de minha avó materna, tivera antepassadas escravas.

Relato

Não sou historiador, porém a pesquisa genealógica me obriga a estudar não apenas a respeito dos períodos históricos em que viveram meus antepassados como também a respeito do fazer histórico propriamente dito – a coleta das fontes documentais, sua análise e o registro dos resultados – e da historiografia, o estudo da evolução dessa ciência. Na seção Livros apresento as obras que busquei para melhor realizar minhas análises e interpretações dos diversos registros documentais que encontro para trazer à luz a história de minha família.

Centenária

É crença comum que vivemos mais hoje porque temos à nossa disposição as maravilhas da ciência moderna. De fato, nossa vida hoje é mais confortável e estamos ainda menos sujeitos a doenças que nos séculos passados dizimavam populações. Mas nossa maior longevidade pode ser relativizada quando fazemos pesquisas por registros de nossos antepassados.

Trilha

Durante grande parte da busca por meus antepassados, tive a sorte de encontrá-los por meio de documentos paroquiais restritos a poucas freguesias ou cidades de Portugal: Barcos, São Mamede de Ribatua e Carrazeda de Ansiães. A vantagem disso foi que pude reconstruir os ramos paternos de minha árvore familiar por várias gerações – um deles até a nona geração. A desvantagem foi que fiquei despreparado para a realidade que encontraria nos ramos familiares maternos, em grande parte localizados no Brasil.