Médicos

“Médico” desde sempre foi coisa rara e cara. Era aquele que “curava e aplicava remédios”, segundo o dicionarista Bluteau. Em Portugal, a ciência se dividia em dois ramos: um erudito, exercido por médicos formados, outro, mais prático, desempenhado por cirurgiões, barbeiros e parteiras, que realizavam sangrias, extraíam dentes e, quando possível, tratavam de ossos quebrados. | Mary Del Priore – Histórias […]

Leia Mais →

Estrangeiros

A atividade política não goza de boa opinião perante o povo brasileiro há décadas, e os recentes escândalos de corrupção envolvendo figuras importantes da política nacional certamente não ajudam a mudar esse cenário. Com a rapidez de circulação das informações no mundo contemporâneo, sobra uma impressão de caos generalizado.

Leia Mais →

Nascimento

Aos 23 dias do mês de dezembro do ano de 1794, batizei solenemente a Júlio, que tinha nascido em 14 do dito mês, filho legítimo e primeiro casamento de Manoel de Araújo e Luisa do Amaral, desta freguesia colegiada de Barcos, neto pela parte paterna de Manoel de Araújo e sua mulher Quitéria Maria de Macedo, e pela materna neto de Luis do Amaral e sua mulher Maria Clara, todos os nomeados naturais desta dita freguesia de Barcos. Foram padrinhos o padre José Pereira da Motta e sua irmã Maria Theresa, tios pela parte materna do mesmo batizado.

Leia Mais →

Anticlerical

Em Portugal, o princípio da liberdade religiosa foi estabelecido pela carta constitucional de 1826. Assim, embora a religião do Estado fosse a católica, era permitido o culto de outras religiões em ambiente doméstico ou em instalações sem forma exterior de templo. Mesmo com essa aparência de tolerância religiosa, não há quem dispute a predominância do catolicismo entre o povo português […]

Leia Mais →

Barcos

Conhecida atualmente como aldeia vinhateira, Barcos foi, entre 1263 e 1855, sede de concelho (município), “integrando as freguesias de Adorigo, Barcos, Santa Leocádia e Santo Adrião”, como se informa no site da sede atual, o município de Tabuaço, em Viseu. Com pouco menos de 10 km² e menos de 600 habitantes, essa pequena povoação foi a origem da família de […]

Leia Mais →

Poema

Entre as fontes documentais possíveis para pesquisa genealógica, já mencionei os assentos paroquiais, as fotografias e cartas familiares, os registros militares, os periódicos e as cartas régias. Todas são consagradas, embora não exclusivas para esse tipo de pesquisa, pois há muitas outras que ainda não discuti aqui no blog.

Leia Mais →

Falantes

Conquanto à luz das ciências naturais os mortos não possam falar, à luz da genealogia podemos, sim, dar voz a antepassados que faleceram há centenas de anos, tentando entender o que desejavam, que valores morais ou espirituais possuíam e que princípios traçavam para suas vidas. É o que tenho tentado fazer em minhas pesquisas sobre um primo de minha trisavó […]

Leia Mais →

Padrinho

A escolha dos padrinhos não era algo trivial em Portugal nos séculos passados. O princípio geral, nos informam Queiroz e Moscatel, era de que para apadrinhar uma criança, antes do século XX, bastava ser batizado e poder comungar. Sendo assim, um menor de idade poderia se tornar padrinho de seu irmão mais novo.

Leia Mais →