Embananado

Quem tem ascendência escrava em sua árvore familiar pode ter muita dificuldade para encontrar documentos e outros registros que lhe permitam conhecer suas origens. Apenas para citar uma questão bastante frequente e incômoda para os genealogistas, os assentos de batismo de filhos de escravos não costumavam informar os sobrenomes – apelidos, como se diz em Portugal – dos pais e muito menos informavam os nomes dos avós. Em alguns casos, até se encontram referências a supostas origens étnicas, como Cabinda, Guiné, Mina e Angola – p.ex.: Antônio Mina, José Cabinda. Elas, no entanto, não são confiáveis, pois os africanos eram capturados…

Jornais

A descoberta da existência de antigos jornais locais em cidades pequenas ou médias é sempre um achado para o genealogista ou pesquisador de história da família. Muitas vezes, a busca por informações de antepassados nessas fontes economiza horas de pesquisa em livros paroquiais e de cartório/conservatória. Um caso recente em minha pesquisa comprova, ainda que de forma um tanto diversa, o valor dessas fontes de informação.

Jurídicos

As vidas de nossos antepassados geraram registros documentais – assentos paroquiais e certidões cartoriais, contratos, processos,  fotografias, filmes, entre outros – que podem chegar às centenas. Infelizmente, boa parte desses registros costuma não estar (mais) em posse da família ou pode estar em arquivos públicos ainda não digitalizados, portanto pouco acessíveis à consulta imediata.

Confusão

Assentos paroquiais constituem uma fonte preciosa para a descoberta de nossos antepassados. Embora a Igreja estabelecesse padrões rígidos para os registros de batismo, casamento e óbito e fizesse visitas periódicas às paróquias para observar irregularidades, nem sempre encontramos nos assentos informações consistentes, o que torna a pesquisa por vezes bastante confusa.

Profissão

Quer tenham sido agricultores, proprietários de terras, comerciantes ou profissionais liberais, nossos antepassados exerceram atividades que devem ter deixado registros em algum meio físico – contratos de trabalho ou de prestação de serviço, fotografias, livros contábeis – ou imaterial – relatos e histórias de família, por exemplo. Buscar esses registros é a primeira etapa na reconstrução da história da vida profissional desses antepassados.

Xindonga

Alcunhas – ou apelidos, como se diz no Brasil – costumam ser atribuídas para destacar uma característica física ou de personalidade de uma pessoa, ou até mesmo, como foi o caso de um antepassado em Portugal, para refletir sua posição dentro da família no que diz respeito à transmissão dos bens. Mas o que dizer de uma alcunha que denota o pertencimento a uma etnia que talvez diga algo sobre o local de origem de uma família?