Embananado

Quem tem ascendência escrava em sua árvore familiar pode ter muita dificuldade para encontrar documentos e outros registros que lhe permitam conhecer suas origens. Apenas para citar uma questão bastante frequente e incômoda para os genealogistas, os assentos de batismo de filhos de escravos não costumavam informar os sobrenomes – apelidos, como se diz em Portugal – dos pais e muito menos informavam os nomes dos avós. Em alguns casos, até se encontram referências a supostas origens étnicas, como Cabinda, Guiné, Mina e Angola – p.ex.: Antônio Mina, José Cabinda. Elas, no entanto, não são confiáveis, pois os africanos eram capturados…

Nobres

Uma tentação para os genealogistas amadores que começam a ganhar prática na busca e transcrição de assentos paroquiais é a de encontrar um nobre em sua linha familiar nos séculos passados. Essa tentação pode ser alimentada pela descoberta de um antepassado cujo apelido ou sobrenome seja identificado com uma linhagem nobre bastante conhecida. No processo de elaborar o ramo paterno de minha árvore familiar me deparei com dois casos desses.

Religiosidade

A pesquisa genealógica muitas vezes nos apresenta fatos surpreendentes, fatos que vêm para desfazer uma imagem que tínhamos sobre nossos antepassados. Meu caso pessoal é um bom exemplo disso. Até que a pesquisa genealógica demonstrasse que a realidade era bem diferente, sempre tivera a certeza de que minha família portuguesa era muito religiosa, afinal sempre vi minhas tias e primos paternos frequentando missas e participando de eventos da Igreja.