Jurídicos

As vidas de nossos antepassados geraram registros documentais – assentos paroquiais e certidões cartoriais, contratos, processos,  fotografias, filmes, entre outros – que podem chegar às centenas. Infelizmente, boa parte desses registros costuma não estar (mais) em posse da família ou pode estar em arquivos públicos ainda não digitalizados, portanto pouco acessíveis à consulta imediata.

Confusão

Assentos paroquiais constituem uma fonte preciosa para a descoberta de nossos antepassados. Embora a Igreja estabelecesse padrões rígidos para os registros de batismo, casamento e óbito e fizesse visitas periódicas às paróquias para observar irregularidades, nem sempre encontramos nos assentos informações consistentes, o que torna a pesquisa por vezes bastante confusa.

Profissão

Quer tenham sido agricultores, proprietários de terras, comerciantes ou profissionais liberais, nossos antepassados exerceram atividades que devem ter deixado registros em algum meio físico – contratos de trabalho ou de prestação de serviço, fotografias, livros contábeis – ou imaterial – relatos e histórias de família, por exemplo. Buscar esses registros é a primeira etapa na reconstrução da história da vida profissional desses antepassados.

Xindonga

Alcunhas – ou apelidos, como se diz no Brasil – costumam ser atribuídas para destacar uma característica física ou de personalidade de uma pessoa, ou até mesmo, como foi o caso de um antepassado em Portugal, para refletir sua posição dentro da família no que diz respeito à transmissão dos bens. Mas o que dizer de uma alcunha que denota o pertencimento a uma etnia que talvez diga algo sobre o local de origem de uma família?

Indenização

Theodora Maria da Conceição é minha bisavó materna e uma personagem bastante complexa de minha árvore familiar. A complexidade se deve ao fato de haver evidências discordantes relativas ao ano de seu óbito, ausência de informações objetivas sobre seus pais e também a respeito de sua cidade de nascimento – Nova Iguaçu ou Itaguaí.

Theodora

A pesquisa em assentos e certidões deveria oferecer ao pesquisador e à pesquisadora dados objetivos a partir dos quais poderia construir a história de uma pessoa ou família. Mas nem sempre é assim. Existe em minha árvore um caso, nem tão remoto no tempo, que deveria ter sido solucionado, porém parece apenas se complicar com cada novo registro encontrado.

Cotidiano

Ainda que traga gratas surpresas eventuais, a busca genealógica pode parecer uma incessante e monótona coleção de assentos paroquiais e certidões que informam quem nasceu, casou-se ou morreu quando e onde ou de testamentos que informam quantas missas deveriam ser rezadas ou bens legados pelo falecido aos seus familiares. Sorte têm aqueles que encontram fotografias, cartas e diários que emprestam alguma cor pitoresca às narrativas das vidas de seus antepassados.

Caos

Em texto anterior, abordei a importância dos relatos, histórias ou causos de família para a pesquisa genealógica. Essa importância se revelou há alguns meses quando, em conversa com uma prima de terceiro grau, ela informou que sua mãe era assinante de um jornal local – o Correio da Lavoura, fundado em 1917 – cujos proprietários (os Belém de Azeredo na geração atual) fariam parte de nossa família (os Pereira Belém). Algum tempo depois de ouvir esse relato, iniciei a busca pela possível relação entre as famílias, o que envolveu uma pesquisa em trabalhos acadêmicos, em registros cartoriais e em edições do jornal.