Póstuma

Queridos netos, Vocês não me conheceram, pois eu já havia partido quando vocês nasceram. Nasci muito antes de vocês, no século XIX, em 9 de junho de 1868. O local, a vila de Barcos, no concelho de Tabuaço, em Viseu, Portugal. Meus pais, Manuel de Araújo Motta e Luísa de Macedo Pinto, se casaram em 1853, quando ele já contava 28 […]

Leia Mais →

Julgamento

” […] lembraria a meus colegas que não se estuda história para julgar, mas para compreender.” A Escravidão no Brasil (Como Eu Ensino) – Joel Rufino dos Santos Essa afirmação do historiador Joel Rufino dos Santos me trouxe algum alento após uma descoberta que pôs à prova minha admiração por um parente que, mesmo sem eu jamais tê-lo conhecido, teve […]

Leia Mais →

Trilha

Durante grande parte da busca por meus antepassados, tive a sorte de encontrá-los por meio de documentos paroquiais restritos a poucas freguesias ou cidades de Portugal: Barcos, São Mamede de Ribatua e Carrazeda de Ansiães. A vantagem disso foi que pude reconstruir os ramos paternos de minha árvore familiar por várias gerações – um deles até a nona geração. A […]

Leia Mais →

Assimilação

José Macedo de Araújo nasceu por volta de 1895 na vila de Barcos, no concelho de Tabuaço, em Viseu, Portugal. Era filho de meu avô Antonio e de sua primeira mulher Eliza de Macedo. Era também o filho – homem – mais velho quando meu avô chegou com a mulher e seus sete filhos ao porto de Santos, no estado de São Paulo, em 14 de abril de 1905. A família se estabeleceu na vila de Maxambomba, atual Nova Iguaçu, estado do Rio de Janeiro.

Leia Mais →

Espúria

Maria Josefa da Silva, tia de meu trisavô paterno, casou-se em 26/11/1789 com José de Araújo. Nada estranho até este ponto, mas observe a forma como o pároco a descreveu no assento de casamento abaixo.

Leia Mais →

Retratos

Como cada foto é apenas um fragmento, seu peso moral e emocional depende do lugar em que se insere. Uma foto muda de acordo com o contexto em que é vista […] A exemplo do que Wittgenstein afirmou sobre as palavras, ou seja, que o significado é o uso – o mesmo vale para cada foto. | Susan Sontag. Sobre […]

Leia Mais →

IA

De quem parte, usualmente se diz, fica a lembrança. No entanto, bem sabemos, lembranças e heranças, quando é o caso, são objetos de partilha. E de maneira consensual ou litigiosa, os despojos daquele que partiu são distribuídos entre os familiares. Inevitavelmente, alguns bens, por serem investidos de uma dimensão simbólica e afetiva, ficam sob a tutela do guardião do “museu […]

Leia Mais →