Profissão

Quer tenham sido agricultores, proprietários de terras, comerciantes ou profissionais liberais, nossos antepassados exerceram atividades que devem ter deixado registros em algum meio físico – contratos de trabalho ou de prestação de serviço, fotografias, livros contábeis – ou imaterial – relatos e histórias de família, por exemplo. Buscar esses registros é a primeira etapa na reconstrução da história da vida profissional desses antepassados.

Comunista

No Brasil, diz-se que futebol, política e religião são assuntos que não se devem discutir.  Hoje, com o acirramento das posições à esquerda e à direita – o que quer que isso queira significar no Brasil -, mais do que nunca essa afirmação parece refletir a verdade. Em termos políticos, creio estar alinhado com o liberalismo de meu admirado e distante primo José Pinto Rebello de Carvalho, tantas vezes retratado aqui no blogue. 

Julgamento

” […] lembraria a meus colegas que não se estuda história para julgar, mas para compreender.” A Escravidão no Brasil (Como Eu Ensino) – Joel Rufino dos Santos Essa afirmação do historiador Joel Rufino dos Santos me trouxe algum alento após uma descoberta que pôs à prova minha admiração por um parente que, mesmo sem eu jamais tê-lo conhecido, teve enorme importância para mim. 

Paternidade

Existe em minha árvore familiar, no lado materno, um enigma ainda por resolver: meu bisavô chamava-se Arthur e era filho natural de Julinda Dias Seabra (1843-1884). Até este ponto, eu estava conformado, pois isso significava que Julinda não era casada com o pai de Arthur quando ele nasceu. Essa informação é encontrada no assento de casamento de Arthur com minha bisavó Algemira, como se vê abaixo.

Achado

Segundo nota publicada na edição 117 do Correio Mercantil, e Instructivo, Politico, Universal do dia 29 de abril de 1859, saiu do Porto do Rio de Janeiro no dia anterior, com destino a Campos, o vapor Ceres, de 182 toneladas, levando vários gêneros e passageiros, dentre os quais:

Assimilação

José Macedo de Araújo nasceu por volta de 1895 na vila de Barcos, no concelho de Tabuaço, em Viseu, Portugal. Era filho de meu avô Antonio e de sua primeira mulher Eliza de Macedo. Era também o filho – homem – mais velho quando meu avô chegou com a mulher e seus sete filhos ao porto de Santos, no estado de São Paulo, em 14 de abril de 1905. A família se estabeleceu na vila de Maxambomba, atual Nova Iguaçu, estado do Rio de Janeiro.

Desbravadores

Eu sempre acreditei que a história de minha família paterna no Brasil havia começado com a chegada de meu avô Antônio Pinto de Araújo (1868 – 1946), pai de meu pai, e sua primeira família na cidade portuária de Santos, no estado de São Paulo, em abril de 1905 – meu avô Luiz Rebosa, pai de minha avó, chegou no ano seguinte. Mas as pesquisas têm mostrado algo diferente: outros parentes podem ter vindo antes, provavelmente em busca de “fazer a América” ou por razões ainda não esclarecidas.

Navegante

Júlio Pinto Rebello (1839 – ?) foi um primo de minha trisavó paterna sobre quem já escrevi outros textos aqui no blog. Durante uma busca por seu nome no Google – ainda falarei sobre o uso dessa ferramenta na pesquisa genealógica -, encontrei uma menção no Correio Mercantil, vista abaixo, a certo “portuguez Julio Pinto Rebello” que teria chegado à capital do Império do Brasil em 1º de novembro de 1862. Segundo informações da base de dados GERMIL, ele deveria ser segundo sargento nessa época.