Jornais

A descoberta da existência de antigos jornais locais em cidades pequenas ou médias é sempre um achado para o genealogista ou pesquisador de história da família. Muitas vezes, a busca por informações de antepassados nessas fontes economiza horas de pesquisa em livros paroquiais e de cartório/conservatória. Um caso recente em minha pesquisa comprova, ainda que de forma um tanto diversa, o valor dessas fontes de informação.

Theodora

A pesquisa em assentos e certidões deveria oferecer ao pesquisador e à pesquisadora dados objetivos a partir dos quais poderia construir a história de uma pessoa ou família. Mas nem sempre é assim. Existe em minha árvore um caso, nem tão remoto no tempo, que deveria ter sido solucionado, porém parece apenas se complicar com cada novo registro encontrado.

Querela

Até que a evolução da Medicina e das condições sanitárias trouxesse uma progressiva queda nos índices de mortalidade infantil, era comum que as famílias perdessem vários de seus filhos na infância, adolescência e até já entrando na idade adulta. É uma dor difícil de mensurar, mas o que devem ter sentido os pais de Anna Maria, tia-avó de minha bisavó paterna, diante da situação que viveram após seu óbito?

Centenária

É crença comum que vivemos mais hoje porque temos à nossa disposição as maravilhas da ciência moderna. De fato, nossa vida hoje é mais confortável e estamos ainda menos sujeitos a doenças que nos séculos passados dizimavam populações. Mas nossa maior longevidade pode ser relativizada quando fazemos pesquisas por registros de nossos antepassados.

Mortalidade

Maria Antonia Lopes afirma que, “entre 1860 e 1890 a mortalidade portuguesa rondava, em anos normais, os 21% a 25%, ultrapassando os 30% em anos de crise”. E afirma ainda que a mortalidade infantil nos primeiros doze meses de vida era elevadíssima. Podemos imaginar que esses valores fossem mais elevados em décadas anteriores.

Surpresa

Até que a morte os separe? Ou até que ela os una? É tentador fazer uma leitura romântica dos falecimentos destes meus antepassados de oito gerações, com intervalo de apenas alguns dias. Por uma dessas coincidências do destino, os registros acabaram ficando na mesma página do livro paroquial. Veja os assentos e as respectivas transcrições: Anna Correa, do lugar de Francelos, mulher de Leonardo Gonçalves, do mesmo lugar desta freguesia de Vilar de Maçada, faleceu com todos os sacramentos aos 23 dias do mês de setembro do ano de 1738 e foi sepultada dentro desta igreja de Vilar de Maçada…