Dispersos

A família Rebosa, de minha avó paterna, é oriunda da freguesia de São Mamede de Ribatua, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real. A localidade foi vila e sede de concelho entre 1162 e o início do século XIX. Contava em 1864 com pouco mais de 1500 habitantes. Em 2011, entretanto, lá havia apenas pouco mais de 700 almas. Grande parte dos habitantes deve ter saído da região à busca de oportunidades melhores nas cidades ou mesmo no exterior, como acredito ter ocorrido com minha família já na primeira década do século XX.

Saúde

Imaginar as condições de vida em uma freguesia do norte de Portugal no início do século XX sem dispor de muitos dados objetivos é um exercício altamente especulativo. Disponho-me, entretanto, a fazê-lo com base nas informações esparsas encontradas, inclusive algumas relativas a meus antepassados.

Desbravadores

Eu sempre acreditei que a história de minha família paterna no Brasil havia começado com a chegada de meu avô Antônio Pinto de Araújo (1868 – 1946), pai de meu pai, e sua primeira família na cidade portuária de Santos, no estado de São Paulo, em abril de 1905 – meu avô Luiz Rebosa, pai de minha avó, chegou no ano seguinte. Mas as pesquisas têm mostrado algo diferente: outros parentes podem ter vindo antes, provavelmente em busca de “fazer a América” ou por razões ainda não esclarecidas.

CEPESE

O Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade – CEPESE é uma Instituição de Utilidade Pública fundada pela Universidade do Porto e pela Fundação Engenheiro Antônio de Almeida que tem como objetivos a investigação científica em parceria com outras instituições universitárias, entre outras entidades.

Retratos

Traços físicos nem sempre são herdados diretamente dos pais. Por vezes, uma cor de olho ou de cabelo pula uma geração. Quando a família tem memória dos antepassados mais recentes, é possível deduzir, por exemplo, que alguém herdou os olhos azuis da avó ou os cabelos ruivos do avô. Mas nem sempre isso acontece, e, se tivermos pouco mais de 40 anos tudo pode começar a ficar nebuloso bastante já duas gerações anteriores à de nossos avós.

Pesquisa

No texto anterior, eu prometi contar como saí da “situação grave” de não ter os documentos de meus avós falecidos nem a possibilidade de obter informações de meus parentes ainda vivos – filhos de meus avós. Pois aqui vou cumprir a promessa feita. Sempre soube, por informação de meu pai, nascido no Brasil, que meus avós paternos eram portugueses de Trás-os-Montes, como, aliás, boa parte dos portugueses que imigraram para o Brasil no século passado e no anterior. Só que saber isso, descobri muito mais tarde, não ajudaria em nada um genealogista amador como eu.