Julgamento

” […] lembraria a meus colegas que não se estuda história para julgar, mas para compreender.” A Escravidão no Brasil (Como Eu Ensino) – Joel Rufino dos Santos Essa afirmação do historiador Joel Rufino dos Santos me trouxe algum alento após uma descoberta que pôs à prova minha admiração por um parente que, mesmo sem eu jamais tê-lo conhecido, teve enorme importância para mim. 

Achado

Segundo nota publicada na edição 117 do Correio Mercantil, e Instructivo, Politico, Universal do dia 29 de abril de 1859, saiu do Porto do Rio de Janeiro no dia anterior, com destino a Campos, o vapor Ceres, de 182 toneladas, levando vários gêneros e passageiros, dentre os quais:

Estrangeiros

A atividade política não goza de boa opinião perante o povo brasileiro há décadas, e os recentes escândalos de corrupção envolvendo figuras importantes da política nacional certamente não ajudam a mudar esse cenário. Com a rapidez de circulação das informações no mundo contemporâneo, sobra uma impressão de caos generalizado.

Navegante

Júlio Pinto Rebello (1839 – ?) foi um primo de minha trisavó paterna sobre quem já escrevi outros textos aqui no blog. Durante uma busca por seu nome no Google – ainda falarei sobre o uso dessa ferramenta na pesquisa genealógica -, encontrei uma menção no Correio Mercantil, vista abaixo, a certo “portuguez Julio Pinto Rebello” que teria chegado à capital do Império do Brasil em 1º de novembro de 1862. Segundo informações da base de dados GERMIL, ele deveria ser segundo sargento nessa época.

Hemeroteca

Acredito que poucos genealogistas amadores saibam da existência da Hemeroteca Digital, um banco de dados de periódicos brasileiros e alguns estrangeiros que permite a consulta pelo texto integral contido em jornais, revistas, anuários, boletins e publicações seriadas. Essa valiosa ferramenta é oferecida para consulta livre e sem ônus ao interessado pela Fundação Biblioteca Nacional do Brasil.

Falantes

Conquanto à luz das ciências naturais os mortos não possam falar, à luz da genealogia podemos, sim, dar voz a antepassados que faleceram há centenas de anos, tentando entender o que desejavam, que valores morais ou espirituais possuíam e que princípios traçavam para suas vidas. É o que tenho tentado fazer em minhas pesquisas sobre um primo de minha trisavó sobre quem tenho me dedicado há algum tempo.