Arthurzico

Cypriana Antunes Coimbra nasceu em Tonda, concelho de Tondela, Viseu, Portugal, em fevereiro de 1903 e veio para o Brasil quando tinha 14 anos. Era filha de jornaleiros, isto é, agricultores que eram pagos por jornadas de trabalho. Cypriana foi provavelmente mais uma das milhares de portuguesas que desembarcaram no Rio de Janeiro no início do século XX em busca de oportunidades para melhorar de vida.

Cotidiano

Ainda que traga gratas surpresas eventuais, a busca genealógica pode parecer uma incessante e monótona coleção de assentos paroquiais e certidões que informam quem nasceu, casou-se ou morreu quando e onde ou de testamentos que informam quantas missas deveriam ser rezadas ou bens legados pelo falecido aos seus familiares. Sorte têm aqueles que encontram fotografias, cartas e diários que emprestam alguma cor pitoresca às narrativas das vidas de seus antepassados.

Ausente

Participo de várias comunidades dedicadas à genealogia no Facebook. Embora algumas sejam mais úteis e ativas que outras, considero a participação nessas comunidades uma excelente forma de aprendizagem para o genealogista amador, pois nelas costumam ser publicadas dúvidas e pedidos de ajuda que, ainda que não tenham a ver com nossas pesquisas pessoais, oferecem lições preciosas sobre como e onde fazer buscas com mais chances de sucesso.

Nobres

Uma tentação para os genealogistas amadores que começam a ganhar prática na busca e transcrição de assentos paroquiais é a de encontrar um nobre em sua linha familiar nos séculos passados. Essa tentação pode ser alimentada pela descoberta de um antepassado cujo apelido ou sobrenome seja identificado com uma linhagem nobre bastante conhecida. No processo de elaborar o ramo paterno de minha árvore familiar me deparei com dois casos desses.

Religiosidade

A pesquisa genealógica muitas vezes nos apresenta fatos surpreendentes, fatos que vêm para desfazer uma imagem que tínhamos sobre nossos antepassados. Meu caso pessoal é um bom exemplo disso. Até que a pesquisa genealógica demonstrasse que a realidade era bem diferente, sempre tivera a certeza de que minha família portuguesa era muito religiosa, afinal sempre vi minhas tias e primos paternos frequentando missas e participando de eventos da Igreja.

Querela

Até que a evolução da Medicina e das condições sanitárias trouxesse uma progressiva queda nos índices de mortalidade infantil, era comum que as famílias perdessem vários de seus filhos na infância, adolescência e até já entrando na idade adulta. É uma dor difícil de mensurar, mas o que devem ter sentido os pais de Anna Maria, tia-avó de minha bisavó paterna, diante da situação que viveram após seu óbito?