Caos

Em texto anterior, abordei a importância dos relatos, histórias ou causos de família para a pesquisa genealógica. Essa importância se revelou há alguns meses quando, em conversa com uma prima de terceiro grau, ela informou que sua mãe era assinante de um jornal local – o Correio da Lavoura, fundado em 1917 – cujos proprietários (os Belém de Azeredo na geração atual) fariam parte de nossa família (os Pereira Belém). Algum tempo depois de ouvir esse relato, iniciei a busca pela possível relação entre as famílias, o que envolveu uma pesquisa em trabalhos acadêmicos, em registros cartoriais e em edições do jornal.

Nobres

Uma tentação para os genealogistas amadores que começam a ganhar prática na busca e transcrição de assentos paroquiais é a de encontrar um nobre em sua linha familiar nos séculos passados. Essa tentação pode ser alimentada pela descoberta de um antepassado cujo apelido ou sobrenome seja identificado com uma linhagem nobre bastante conhecida. No processo de elaborar o ramo paterno de minha árvore familiar me deparei com dois casos desses.

Libertas

Em texto anterior, discuti o resultado de um teste genético que comprovaria um fato desconhecido em minha família materna: minha avó materna, que para todos os efeitos era branca, na verdade tivera uma avó ou bisavó escrava. Outro fato igualmente surpreendente foi a descoberta de que também meu bisavô, pai de minha avó materna, tivera antepassadas escravas.

Póstuma

Queridos netos, Vocês não me conheceram, pois eu já havia partido quando vocês nasceram. Nasci muito antes de vocês, no século XIX, em 9 de junho de 1868. O local, a vila de Barcos, no concelho de Tabuaço, em Viseu, Portugal. Meus pais, Manuel de Araújo Motta e Luísa de Macedo Pinto, se casaram em 1853, quando ele já contava 28 anos, e ela, 25. Tiveram cinco filhos antes de mim – Luís, José Augusto, Maria Natividade, Manoel e Delfina.