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Surpresa

Até que a morte os separe? Ou até que ela os una? É tentador fazer uma leitura romântica dos falecimentos destes meus antepassados de oito gerações, com intervalo de apenas alguns dias. Por uma dessas coincidências do destino, os registros acabaram ficando na mesma página do livro paroquial. Veja os assentos e as respectivas transcrições: Anna Correa, do lugar de […]

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Plymouth

Em texto anterior, descrevi as agruras por que passaram na Inglaterra os exilados que tiveram de fugir da perseguição do regime absolutista de d. Miguel em Portugal por apoiarem a constituição liberal de 1822. Entre esses exilados estava José Pinto Rebello de Carvalho (1788-1870), primo de minha trisavó paterna. Enquanto naquele texto recorri a um estudo acadêmico e a um periódico […]

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Subvenção

Em texto anterior, afirmei que os documentos familiares – assentos, certidões, cartas – encontrados durante uma pesquisa devem ser transcritos para permitir sua leitura e aproveitamento futuros. A transcrição é necessária para que possamos assegurar que nossos parentes e descendentes compreendam a caligrafia ruim ou rebuscada dos séculos passados. Apenas dessa forma detalhes contidos nos documentos e que hoje parecem insignificantes poderão ter seu valor devidamente comprovado em algum momento.

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Desbravadores

Eu sempre acreditei que a história de minha família paterna no Brasil havia começado com a chegada de meu avô Antônio Pinto de Araújo (1868 – 1946), pai de meu pai, e sua primeira família na cidade portuária de Santos, no estado de São Paulo, em abril de 1905 – meu avô Luiz Rebosa, pai de minha avó, chegou no ano seguinte. Mas as pesquisas têm mostrado algo diferente: outros parentes podem ter vindo antes, provavelmente em busca de “fazer a América” ou por razões ainda não esclarecidas.

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Testamento

Neste terceiro texto sobre o evento da morte – leia aqui o primeiro e aqui o segundo -, o foco será o testamento,  o qual se tornou o instrumento de nomeação do herdeiro, tal como é hoje, durante o Império Romano. Com a queda do Império Romano, e posteriormente com a crescente influência da Igreja Católica, tornou-se também um instrumento […]

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Viático

Este segundo texto dedicado ao evento da morte – leia aqui o anterior – trata dos sacramentos da Igreja, os quais, talvez você já saiba, são em número de sete: Batismo Confissão, penitência ou reconciliação Eucaristia Confirmação ou crisma Sagrado matrimônio Ordens sagradas Unção dos enfermos Nos assentos de óbito, os párocos costumavam declarar que os moribundos haviam recebido os sacramentos antes de morrer. Havia, entretanto, quem morresse sem recebê-los, como ocorreu com um tio-avô de minha bisavó paterna, cujo assento de óbito se vê abaixo: Aqui a transcrição: Aos 20 dias do mês de fevereiro do ano de 1842, morreu José Pinto do Souto Rebello, viúvo que ficou de Bárbara Ribeiro. Não recebeu os sacramentos por morrer de repente. Testou, mas não apresentaram o testamento seus herdeiros, o motivo porque não faço lembrança []. No seguinte dia foi sepultado dentro da igreja de Nossa Senhora da Assunção da vila de Barcos. E para constar fiz este assento que assino. Era ut supra. – o reitor Antonio Rodrigues Pinheiro Mas o esperado era morrer “tendo recebido todos os sacramentos”, como se vê no exemplo abaixo, de uma filha do tal tio-avô. Aqui a transcrição: Aos nove dias do mês de abril do ano de 1872, nesta freguesia de Barcos, concelho de Tabuaço, diocese de Lamego, na casa de número 19, às quatro horas da manhã, faleceu tendo recebido todos os sacramentos da Santa Igreja um indivíduo do sexo feminino por nome Helena Pinto do […]

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