Assimilação

José Macedo de Araújo nasceu por volta de 1895 na vila de Barcos, no concelho de Tabuaço, em Viseu, Portugal. Era filho de meu avô Antonio e de sua primeira mulher Luisa de Macedo. Era também o filho – homem – mais velho quando meu avô chegou com a mulher e seus sete filhos ao porto de Santos, no estado de São Paulo, em 14 de abril de 1905. A família se estabeleceu na vila de Maxambomba, atual Nova Iguaçu, estado do Rio de Janeiro.

Subvenção

Em texto anterior, afirmei que os documentos familiares – assentos, certidões, cartas – encontrados durante uma pesquisa devem ser transcritos para permitir sua leitura e aproveitamento futuros. A transcrição é necessária para que possamos assegurar que nossos parentes e descendentes compreendam a caligrafia ruim ou rebuscada dos séculos passados. Apenas dessa forma detalhes contidos nos documentos e que hoje parecem insignificantes poderão ter seu valor devidamente comprovado em algum momento.

Desbravadores

Eu sempre acreditei que a história de minha família paterna no Brasil havia começado com a chegada de meu avô Antônio Pinto de Araújo (1868 – 1946), pai de meu pai, e sua primeira família na cidade portuária de Santos, no estado de São Paulo, em abril de 1905 – meu avô Luiz Rebosa, pai de minha avó, chegou no ano seguinte. Mas as pesquisas têm mostrado algo diferente: outros parentes podem ter vindo antes, provavelmente em busca de “fazer a América” ou por razões ainda não esclarecidas.

LAI

Na atualização de um texto anterior, eu mencionava que havia obtido uma prova documental oficial que validava outra que consegui em uma base de dados de periódicos – a Hemeroteca Digital. Nessa mesma atualização, eu declarava que a prova documental oficial havia sido obtida graças a uma lei. Cabe agora uma explicação sobre essa lei e seu valor para o pesquisador.

Custodiadoras

No sítio do Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ encontra-se a seção sobre o Código de Entidade Custodiadora de Acervos Arquivísticos – CODEARQ, que foi instituído em 2009 para permitir a identificação das entidades custodiadoras de acervos arquivísticos no Brasil. Embora essa seção do sítio não seja uma ferramenta para acesso direto aos acervos – principalmente aos já disponíveis em formato digital -, ela fornece uma preciosa relação, por estado da federação brasileira, de instituições que podem oferecer acesso a bases de dados que contenham esses acervos.

CNF

O Cadastro Nacional de Falecidos – CNF Brasil é um banco de dados sobre falecidos no território brasileiro que já conta com mais de 40 milhões de registros fornecidos por cemitérios, crematórios, funerárias, planos de assistência funerária, serviços de apoio a familiares, cartórios de registros de óbitos e órgãos públicos. Utilizado em conjugação com outras bases de dados (p.ex. o Family Search), pode ajudar na descoberta de uma série de documentos sobre a vida das pessoas pesquisadas.

Retratos

Como cada foto é apenas um fragmento, seu peso moral e emocional depende do lugar em que se insere. Uma foto muda de acordo com o contexto em que é vista […] A exemplo do que Wittgenstein afirmou sobre as palavras, ou seja, que o significado é o uso – o mesmo vale para cada foto. | Susan Sontag. Sobre fotografia. Companhia das Letras, 2004, p. 122

Médicos

“Médico” desde sempre foi coisa rara e cara. Era aquele que “curava e aplicava remédios”, segundo o dicionarista Bluteau. Em Portugal, a ciência se dividia em dois ramos: um erudito, exercido por médicos formados, outro, mais prático, desempenhado por cirurgiões, barbeiros e parteiras, que realizavam sangrias, extraíam dentes e, quando possível, tratavam de ossos quebrados. | Mary Del Priore – Histórias da Gente Brasileira – Volume 1