Testamento

Neste terceiro texto sobre o evento da morte – leia aqui o primeiro e aqui o segundo -, o foco será o testamento,  o qual se tornou o instrumento de nomeação do herdeiro, tal como é hoje, durante o Império Romano. Com a queda do Império Romano, e posteriormente com a crescente influência da Igreja Católica, tornou-se também um instrumento […]

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Viático

Este segundo texto dedicado ao evento da morte – leia aqui o anterior – trata dos sacramentos da Igreja, os quais, talvez você já saiba, são em número de sete: Batismo Confissão, penitência ou reconciliação Eucaristia Confirmação ou crisma Sagrado matrimônio Ordens sagradas Unção dos enfermos Nos assentos de óbito, os párocos costumavam declarar que os moribundos haviam recebido os sacramentos antes de morrer. Havia, entretanto, quem morresse sem recebê-los, como ocorreu com um tio-avô de minha bisavó paterna, cujo assento de óbito se vê abaixo: Aqui a transcrição: Aos 20 dias do mês de fevereiro do ano de 1842, morreu José Pinto do Souto Rebello, viúvo que ficou de Bárbara Ribeiro. Não recebeu os sacramentos por morrer de repente. Testou, mas não apresentaram o testamento seus herdeiros, o motivo porque não faço lembrança []. No seguinte dia foi sepultado dentro da igreja de Nossa Senhora da Assunção da vila de Barcos. E para constar fiz este assento que assino. Era ut supra. – o reitor Antonio Rodrigues Pinheiro Mas o esperado era morrer “tendo recebido todos os sacramentos”, como se vê no exemplo abaixo, de uma filha do tal tio-avô. Aqui a transcrição: Aos nove dias do mês de abril do ano de 1872, nesta freguesia de Barcos, concelho de Tabuaço, diocese de Lamego, na casa de número 19, às quatro horas da manhã, faleceu tendo recebido todos os sacramentos da Santa Igreja um indivíduo do sexo feminino por nome Helena Pinto do […]

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Mobilidade

Até onde pude averiguar, e contando minha árvore já com cerca de 500 antepassados diretos e indiretos, boa parte de minha família paterna vivia entre Bragança (Carrazeda de Ansiães), Vila Real (São Mamede de Ribatua) e Viseu (Tabuaço, Tarouca), ou seja, entre o norte e o centro de Portugal.

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Endereço

Os assentos paroquiais nem sempre tiveram a mesma estrutura, como já informei em texto anterior sobre sua evolução desde o século XVI. Os assentos de óbito, por exemplo, já no século XVI podiam informar a data do óbito e o local de residência do falecido. Graças a essas informações, e de posse de mapas da época, podemos descobrir exata ou aproximadamente […]

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Abreviaturas

Talvez por se verem assoberbados, talvez por comodidade, certamente por costume, os párocos usavam muitas abreviaturas no registro dos assentos de batismo, casamento e óbito. A quantidade de abreviaturas variava bastante, e dentro de um mesmo livro de registros é possível encontrar textos perfeitamente compreensíveis e outros que demandam algum tempo para serem decifrados.

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Exorcismos

A pesquisa genealógica frequentemente nos apresenta surpresas sobre antepassados de cuja existência jamais suspeitamos. Essas surpresas, no entanto, nem sempre são agradáveis.  É verdade que ninguém deseja descobrir que um antepassado cometeu um furto ou algo mais drástico, como um homicídio ou até o suicídio, mas foi exatamente este último caso o que descobri em minha pesquisa.

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Tridentino

Trechos como o seguinte são frequentes em vários assentos de casamento: Aos 20 dias do mês de maio do ano de 1792 se receberam na minha presença e das testemunhas ao diante nomeadas na forma do concílio tridentino e constituições deste bispado […]

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Misto

Os assentos paroquiais, como já informei em outro texto, eram os meios de registro dos principais eventos da vida das pessoas – nascimento e batismo, casamento e óbito – até que tais registros passassem a ser feitos em conservatórias de registos civis, os cartórios portugueses, a partir de 1911.

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